Uma história que continua
Educação que transforma gerações desde 1952.
Fundada pelo frei alemão Ulrico Goevert, a Rede Carmelus nasceu com a missão de levar educação de qualidade à comunidade de Paranavaí.
Ao longo de mais de sete décadas, construiu uma trajetória marcada por excelência acadêmica, formação humana e compromisso com valores sólidos.
Hoje, seguimos crescendo.
Ampliamos nossa atuação e fortalecemos nossa missão educacional com duas unidades que compartilham a mesma essência e propósito.
Os Colégios Carmelus contam com um Núcleo de Atividades Complementares (NAC) em cada unidade que é responsável pelo portfólio oferecido. O Núcleo de Atividades Complementares oferece diversos cursos, como música, dança, futebol, balé, idiomas, entre outros, e as atividades extracurriculares dialogam com a proposta pedagógica Carmelus, de estímulo ao movimento e à educação.
O valor das mensalidades varia de acordo com as cidades, segmentos ofertados e demais características de cada unidade. Para essas e outras informações, sugerimos que agende uma visita presencial, clicando aqui para conversar com nossa equipe.
A proposta pedagógica Carmelus é pautada no Ensino Religioso. Transversal no currículo da área de Ciências Humanas, esse ensinamento contribui para a educação integral, para a formação de cidadãos, para a releitura do fenômeno religioso e para o desenvolvimento da religiosidade. Ele está de acordo com a Lei de Diretrizes e Bases da Educação, que assegura o respeito à diversidade cultural e religiosa no espaço escolar.
O Colégio Paroquial Nossa Senhora do Carmo foi fundado em 1952 por iniciativa do frei alemão Ulrico Goevert que queria erradicar o analfabetismo local.
Até 1952, o único espaço de alfabetização local era o Grupo Escolar de Paranavaí, atual Colégio Estadual Newton Guimarães, que teve como primeira diretora a professora Enira Moraes Ribeiro. “Me veio o pensamento de fundar uma escola paroquial. Era preciso alfabetizar as crianças. Convenci o Frei Estanislau [o pernambucano Agripino José de Souza] a fazer um exame de qualificação para dar aulas”, contou Frei Ulrico no livro “Histórias e Memórias de Paranavaí”.
A escola foi inaugurada em um velho barracão que passou por uma rápida reforma. Como não havia dinheiro para investir no colégio, tiveram de pedir tábuas emprestadas para a confecção das carteiras escolares. “Também eram usadas como mesas durante as festas”, confidenciou o padre que mais tarde recebeu uma intimação do inspetor de ensino do Estado do Paraná. Caso não construíssem um prédio novo teriam a autorização de funcionamento revogada. Apesar das dificuldades, o frei alemão conseguiu atender a ordem do governo a tempo. Para isso, recebeu ajuda financeira da comunidade local e também da Ordem dos Carmelitas na Alemanha.
Em 1952, Frei Ulrico abriu matrículas para 220 alunos, divididos em quatro salas, duas para garotos e duas para garotas.
Frei Estanislau era o responsável pela turma do primeiro ano primário. No começo, o trabalho na escola foi muito difícil, inclusive eram constantes as reclamações de pais de alunos que questionavam os métodos de ensino. Após acompanhar algumas aulas de perto, o padre alemão percebeu que algumas professoras tinham influência negativa sobre os alunos, então as substituiu. “Frei Estanislau tinha um refinado talento para lidar com as crianças. Quem o ajudava nessa missão era a professora Irene Gomes Patriota que se encarregava das meninas”, lembrou Goevert.
Em 1956, o Colégio Paroquial Nossa Senhora do Carmo foi eleito o melhor estabelecimento de ensino do Paraná, após uma série de exames que avaliaram o nível de conhecimento dos estudantes. O primeiro lugar trouxe a Paranavaí o inspetor estadual de ensino, cargo que equivale hoje ao de Secretário Estadual de Educação, que fez questão de parabenizar o padre Ulrico Goevert.
O frei atribuiu o ótimo desempenho dos alunos a professora Rosa Akie Noguti, filha de imigrantes japoneses, que chegou a Paranavaí em 1953. “Uma boa professora diplomada. Em três anos, ela fez um progresso enorme com os estudantes”, avaliou o padre.
Como havia muitas crianças em Paranavaí em 1954, o frei alemão Ulrico Goevert percebeu a necessidade de se criar um jardim de infância para oferecer educação e recreação aos menores. Sem dinheiro para investir em infraestrutura, o padre ampliou a igreja em sete metros, fez uma repartição e conseguiu doações de mesinhas e cadeiras. “Quem me ajudou foi Maria de Lourdes Gomes Patriota, uma idealista moça de 19 anos”, explicou o padre alemão.
Infância Nossa Senhora do Carmo recebeu matrículas de 40 crianças. Logo estavam com 60 e tiveram de construir uma nova escolinha para abrigar os alunos. O Jardim da Infância passou a funcionar na Quadra 77, na esquina da Rua Getúlio Vargas com a Rua Pará, onde é atualmente a casa das Irmãs Filhas da Caridade da Escola São Vicente de Paulo.